quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

O CÂNTICO DE NATAL

 


Charles Dickens

O Cântico de Natal foi publicado pela primeira vez em 1843, e a grande popularidade de Dickens vem também dessa sua tendência para escrever em louvor da família, feliz e tranquila, tendo por cenário a época de Natal. Scrooge, um homem de negócios avarento e amargo, desumano e insensível, que só se preocupa com o dinheiro e o lucro e que detesta o Natal, recebe a visita de três Espíritos que pretendem fazer dele uma pessoa generosa e solidária.

O Autor

Charles Dickens (1812-1870) foi o romancista mais famoso e popular do seu tempo. A sua preocupação com as injustiças fez do autor a voz da consciência da sua época.

Da contracapa

 

Editado pela Leya SA em 2009


Nota de rodapé

Um clássico. Obrigatório ler.


terça-feira, 22 de dezembro de 2020

A CHINA ABALA O MUNDO

 



Ascensão de uma nação ávida

James Kynge

Aconteceu tudo muito repentinamente. Ainda há poucos anos a China pairava, para a maioria de nós, como uma presença grande mas distante. Hoje afecta e influencia tudo. A competição pelos nossos empregos, as nossas economias, as coisas que compramos, o desaparecimento da selva amazónica, o preço do petróleo, o equilíbrio de poderes no mundo e tantas das outras tendências que estão a modificar o mundo têm, pelo menos em parte, o dedo da China.

Este livro explica-nos a ascensão da China a partir de dentro. Descreve as pessoas e lugares que estão por trás da transformação da nação mais populosa da Terra e mostra como a emergência de um apetite desmesurado está a convulsionar o mundo. A China Abala o Mundo identifica as múltiplas forças de uma potência que se industrializa, mas mostra também que nem todos os gráficos relativos à China exprimem curvas ascendentes. De facto, muitas das influências que se fazem sentir na Europa e na América são manifestação de profundas fraquezas.

Em última análise, porém, a questão que a ascensão da China suscita resume-se à compatibilidade. Pode haver compatibilidade entre o Ocidente e um país que, no seu carácter e nas suas convicções, difere profundamente do mundo criado em clima de Pax Americana desde o fim da Segunda Guerra Mundial?

O Autor

James Kynge visitou a China pela primeira vez em 1982, ano em que estudou chinês numa universidade localizada entre o rio amarelo e a terra natal de Confúcio.  Voltou  em 1985, pouco depois de se ter licenciado em línguas orientais pela Universidade de Edimburgo, tendo desde então vivido e trabalhado na China ou em países vizinhos.

Em 2006 ano da publicação deste livro, contava com dezanove anos de jornalista na Ásia, tendo passado mais de uma década a escrever sobre o “Império do Meio” a partir deste país. As experiências colhidas durante esse período, em que o país deixou a periferia para ocupar um lugar central na cena mundial, constituem o material de base deste livro.

Recebeu vários prémios de jornalismo. Tem atividade regular como orador, conferencista e autor de programas sobre a China.

Da contracapa

Publicado pela Editorial Bizâncio 

Nota de rodapé

Este livro assume particular interesse por ter sido publicado há mais de uma década.




sábado, 19 de dezembro de 2020

O PEQUENO LIVRO DO GRANDE TERRAMOTO

 


Rui Tavares

O Pequeno Livro do Grande Terramoto, inicialmente publicado nos 250 anos da catástrofe, propõe uma abordagem inovadora da história. Talvez por isso, e sem dúvida por ter conseguido cativar um surpreendente número de leitores, foi considerado Melhor Ensaio 2005 (Público/RTPN).

Por entre factos e acontecimentos, hipóteses e teorias, cenários reais e imaginados, a escrita viva e cinematográfica de Rui Tavares acompanha-nos numa travessia a que é difícil resistir.

Qual a relação entre o Terramoto de 1755, o 11 de setembro de 2001, o tsunami de 2004 e os incêndios de Roma em 64 d.C.? Como seria Lisboa caso Terramoto não tivesse acontecido? Quais as repercussões culturais na Europa setecentista? De que modo as grandes calamidades mudam a nossa percepção do mundo? As respostas surgem – inesperadas, alternativas e fundamentamente arrojadas.

“Um livro excelente e uma referência obrigatória”

António Mega Ferreira, Visão

     Da contracapa

 

O Autor

Rui Tavares (Lisboa, 1972) é escritor e historiador, com estudos em História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa, em Ciências Sociais pela Universidade de Lisboa e em História e Civilizações pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris, onde defendeu a sua tese de doutoramento sobre a censura portuguesa no século XVIII, «Le Censeur Éclairé», que constitui a base de O Censor Iluminado. Investigador associado do Centro de Estudos Internacionais do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, é actualmente policy leader fellow no Instituto Universitário Europeu de Florença. É cronista no jornal Público e comentador da RTP.
Com a Tinta-da-china publicou O Pequeno Livro do Grande Terramoto (prémio RTP/Público Melhor Ensaio 2005), traduzido em russo e que será em breve publicado em Itália; Pobre e Mal Agradecido (crónicas, 2006); O Arquitecto (teatro, 2007), também publicado no Brasil; O Regicídio (ensaio, 2008; com Maria Alice Samara), O Fiasco do Milénio (crónicas, 2009); A Ironia do Projeto Europeu (ensaio, 2012); Esquerda e Direita: Guia histórico para o século XXI (ensaio; 2015); O Censor Iluminado (ensaio; 2018). É coordenador da colecção Portugal, uma Retrospectiva, publicada na Tinta-da-china durante o ano de 2019.
As suas traduções de Cândido, ou o Optimismo, de Voltaire, e de Tratado da Magia, de Giordano Bruno, estão também publicadas na Tinta-da-china.

 

Publicado pelas Edições Tinta-da-China em 2009

 


LISBOA SETECENTISTA VISTA POR ESTRANGEIROS

 


Piedade Braga Santos, Teresa Rodrigues e Margarida Sá Nogueira

Os relatos dos estrangeiros constituem uma fonte histórica de reconhecida importância para o estudo da sociedade portuguesa. O olhar admirado dos homens que visitam Portugal na segunda metade de Setecentos dá-nos uma outra visão da capital do Reino. Mais distanciada, embora nem sempre destituída de preconceitos. Justificam-no diferenças de índole cultural, religiosa e de comportamento social que, no entanto, não invalidam o inegável valor histórico do seu testemunho.

Este texto permite conhecer algo mais da Lisboa de Setecentos: como se organizava o espaço citadino, que gentes o habitavam, quais os seus costumes. Contribuindo, certamente, para uma nova perspectiva sobre a vida quotidiana da capital portuguesa nos finais do Antigo Regime.

Da contracapa

Editado por Livros Horizonte em 1996


sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

NOCTURNO INDIANO

 




Antonio Tabucchi

Sinopse

Acreditou o autor que este livro [tão alusivo] poderia ser um guia para um amante de viagens improváveis. E não deixa de ser improvável esta demanda de um amigo desaparecido, sombra de um passado enigmático, numa Índia que apenas entrevemos em quartos de hotel, hospitais, estações ferroviárias. Uma Índia que no entanto se revela em diálogos com profetas nómadas, jesuítas portugueses, prostitutas de Bombaim, uma fotógrafa da miséria de Calcutá. Mas este misterioso ballet de sombras é sobretudo um hino à força criativa da linguagem, pois é graças a uma palavra evocada em várias línguas que o viajante se aproxima daquele que procura. E é graças à escrita que a viagem se torna livro, da insónia passa a sonho e do sonho ao texto.

O Autor

Escritor italiano nascido em 1943, em Pisa. Tendo sido professor de Língua e Literatura Portuguesa na Universidade de Génova, foi diretor do Instituto Italiano di Cultura em Lisboa. Dedicado ao estudo da figura de Fernando Pessoa, produziu ensaios sobre este autor e traduziu obras suas.
Paralelamente à sua atividade de pesquisa e crítica literária, criou uma notável obra como ficcionista, de onde se destacam Donna di Porto Pim (A Mulher de Porto Pim, 1983), Notturno Indiano (Nocturno Indiano, 1984), Piccoli Equivoci Senza Importanza (Pequenos Equívocos sem Importância, 1985) e Sostiene Pereira (Afirma Pereira, 1994). Esta última deu origem ao filme com o mesmo nome, realizado por Roberto Faenza e filmado em Portugal.
Em 2001, um artigo que escreveu para o jornal fancês Le Monde e que foi traduzido pelo jornal espanhol El País (acerca da liberdade de expressão), fez com que António Tabucchi fosse galardoado com o Prémio de Liberdade de Expressão Josep Maria Llado, na Catalunha, em Espanha.
Faleceu em Lisboa, a 25 de março de 2012.


Editado pelas Publicações D. Quixote em 2012

 


domingo, 13 de dezembro de 2020

A MINHA VIDA e as minhas experiências com a verdade




Mohandas K. Gandhi


Publicado pela primeira vez em Portugal, este testemunho ímpar torna-se tão mais importante quanto diariamente nos deparamos com os desafios lançados por questões éticas, pelo atropelo à liberdade e aos direitos humanos e por questões de grave exclusão social que urge enfrentar.

Nas suas próprias palavras, Gandhi guia-nos por algumas das suas experiências de vida e cada capítulo constitui pelo menos uma lição importante.

Todas as vivências, boas ou más, constituíram para Gandhi uma importante experiência e contribuíram para o seu objectivo de procura da verdade.

Uma das suas grandes crenças era a do uso de métodos de resistência pacífica como meio de protestar contra actos de opressão, usando o Direito Internacional para que se fizesse justiça. Gandhi nunca ergueu os seus punhos para ninguém e jamais exerceu actos de barbárie por mais que fosse provocado, humilhado e atacado.

Como gostava de dizer, a máxima «olho por olho» levará o mundo à cegueira e os conflitos a que hoje assistimos bem parecem demonstrá-lo, tornando mais importante do que nunca a leitura destas sábias palavras.

Da contracapa

Publicado pela Editorial Bizâncio em 2006 




sábado, 12 de dezembro de 2020

COMPREENDER A CHINA CONTEMPORÂNEA – um dicionário

 



Thierry Sanjuan (Dir.)

Edições 70, 2009


Notas de leitura

Nove mil kilómetros nos separam da China e no entanto, damos de caras com este país ao virar da esquina, ali naquela grande loja que tem de tudo.

Em simultâneo distantes e próximos, também pela História, o "Império do Meio" é uma realidade mal conhecida  dos portugueses, o que não  admira se atendermos também à língua e à vastidão deste país com uma cultura  milenar.

A China apesar dos seus problemas internos continua a crescer, o PIB multiplicou por mais 123 vezes desde 1949, e não é difícil encontrar um especialista que não afirme que deverá tornar-se dentro de poucas décadas na maior potência mundial.

É uma realidade complexa que importa conhecer. Os livros têm a capacidade de nos levar para longe, é o caso deste de que vos vou falar. A obra “Compreender a China Contemporânea – um dicionário”, com  300 entradas e 900 remissões, cumpre o papel  de apoio a quem pretenda começar a desvendar este “planeta”, como  alguém  já chamou a este  país imenso.

Elaborado sob a direção de Thierry Sanjuan, professor da Universidade de Paris 1, este título conta com contributos de 88 especialistas de economia, direito, antropologia, história, geografia, ciência politica, sociologia e urbanismo - o que lhe confere grande robustez.

Boas leituras.





quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

EDUARDO LOURENÇO E A CULTURA PORTUGUESA

 


Miguel Real


Nota solta

“Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa” é o título do excelente ensaio de Miguel Real,  centrado na figura ímpar de Eduardo Lourenço e na sua visão heterodoxa  no seio da cultura portuguesa.

Trata-se de uma obra plena de rigor e profundidade, que se assume como um guia para o estudo do pensamento do Filósofo que há pouco nos deixou.

O estudo é composto por quatro partes, percorre sucessivamente a “Questão Cultural”, a “Questão Política” , a  “Questão Estética” e por fim a “Questão Filosófica”. FC

O Autor

Miguel Real é filósofo e romancista, nascido em Lisboa mas sintrense por adopção, tem vasta obra publicada nos campos da ficção e do ensaio.

 

Editado pela QUIDNOVI em 2008






terça-feira, 8 de dezembro de 2020

SENHOR E SERVO

 



Leão Tolstoi


Tolstoi escreve aqui um livro que é literariamente admirável.

O tempo é o da servidão.

O lugar é a Rússia dos czares.

Um senhor ambicioso, que quer comprar uma floresta, sai com o seu servo numa noite de grande nevão. Com a tempestade, perdem-se e são obrigados a passar a noite no trenó. E é ao longo desta noite que Tolstoi nos dá a conhecer a relação entre senhor e servo, perfeitamente definida pelos cânones do regime, e como essa relação se vai alterar à medida que as horas passam e o fim parece chegar de forma dramática.

                                                                                                   Da contracapa

Editado pelas Publicações Europa-América em 2008


TEMPOS DIFÍCEIS

 




Charles Dickens


Alternando entre o universo particular de dezenas de personagens que se vão cruzando numa Inglaterra cinzenta em plena revolução industrial e longos quadros representativos da vida quotidiana de toda uma sociedade, Dickens constrói um fresco do seu tempo ao mesmo tempo que rega delicadamente as raízes da revolta contra o sistema que nele vigora.

Inspirado na sua própria experiência enquanto criança que teve de trabalhar numa fábrica para sustentar a família, Dickens retrata de forma pungente, neste romance, os riscos de uma sociedade que se esquece do indivíduo, esmagando-o pelas leis do mercado e pela desumanização dos próprios propósitos enquanto sociedade. Ao mesmo tempo, é precisamente no mundo da criança enquanto indivíduo que sobrevive a única esperança para essa mesma sociedade.

 

“Tempos Difíceis” é, talvez, a maior das obras-primas de Dickens mas, acima de tudo, é a mais importante prova de que a ficção pode mudar o mundo.

 

"O mundo em que vivemos e a forma como vemos as crianças e o seu papel na sociedade devem-se em boa parte à ficção de Charles Dickens."

Arnold J. Toynbee


"Em «Tempos Difíceis» Dickens conseguiu fazer o que poucos escritores conseguem numa vida inteira de escrita: mudou a mentalidade do seu tempo, definiu formas de comportamento social que se mantém nos nossos dias, pôs todo um império à beira das lágrimas e criou uma obra imortal que é tão empolgante e polémica hoje como quando foi publicada."

David Lodge

"Se houver algum escritor de língua inglesa que negue a influência de Dickens, está a mentir descaradamente."

Kingsley Amis


"Sempre invejei Dickens pela capacidade de condensar num número reduzido de personagens as qualidades e defeitos de toda uma sociedade e um tempo e nunca os tornar enfadonhos ou inverosímeis, mesmo quando o são."

William Golding (prémio Nobel de Literatura)

"Dickens foi e é o maior contador de histórias da nossa língua. Cada personagem seu, por mais insignificante que seja o papel que desempenha numa qualquer obra, tem a sua própria história que consegue sempre ter o impacto de uma comédia ou tragédia clássicas."

John Sutherland

"A ambição de qualquer escritor é conseguir ter a importância social e artística que Charles Dickens teve. Antes dele talvez só Shakespeare se tenha aproximado, depois dele ninguém esteve sequer perto."

Hilary Mantel

 

             Da contracapa

 

Editado pela E – Primatur em 2016

 


sábado, 5 de dezembro de 2020

A ARTE DE ARGUMENTAR


 

Anthony Weston


O presente livro ensina a avaliar e a redigir ensaios argumentativos, permitindo ao leitor não só exprimir e defender bem as suas ideias, mas também impedi-lo de se deixar adormecer pela retórica dos maus argumentos, infelizmente comuns nos mais diversos domínios. A Arte de Argumentar oferece-lhe, pois, a possibilidade de exercer com clareza e rigor as suas capacidades críticas.

“ De mim não aprendereis filosofia, mas antes como filosofar, não aprendereis pensamentos para repetir, mas antes como pensar.”

Immanuel Kant

 Da contracapa


Publicado pela Gradiva em 1996


quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

PENSAR DE A a Z




Nigel Warburton

- Sabe o que é a «resposta do político»?
- Numa discussão é válido optar pelo «mal menor»?
- Deverei tentar convencer o meu interlocutor com «sentimentalismo»?
- Poderemos confiar na «verdade de adágio»?

Este livro espantoso pode ajudar qualquer pessoa que queira saber como argumentar convenientemente, ter uma discussão sólida e defender os seus pontos de vista de forma racional e crítica. Usando exemplos inteligentes e organizados alfabeticamente, Pensar de A a Z pode não o ajudar a vencer todas as discussões mas de certeza dar-lhe-á a capacidade para distinguir uma boa discussão de uma discussão chocha.

O Autor

Nigel Warburton licenciou-se em Bristol e doutorou-se em Cambridge. Pertence, desde 1994, aos quadros da Open University  onde trabalha em part-time e tem vasta obra publicada na área da introdução à Filosofia. Conferencista regular da Tate Modern, tem um blogue famoso: The Virtual Philosopher.

Da contracapa

Publicado pela Editorial Bizâncio em 2012