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sábado, 20 de abril de 2024

Um Amor Insólito




Rui Sobral de Campos

 

Matilde e Carlos se enamoraram na Faculdade de Medicina. Não existiu, como era hábito para a época, pedido de namoro. Simplesmente após um encontro, que decorreu numa das diversas atividades da Universidade de Coimbra, beijaram-se e acabaram por encetar um relacionamento que, até acabar inesperadamente quatro anos mais tarde por iniciativa de Matilde, se foi desenvolvendo muito bem, com grande felicidade.


Matilde se tinha apaixonado por João Castelo, que viria a se tornar o seu primeiro marido, enquanto Carlos, deprimido e carente de afeto, acabou por se casar com Cláudia alguns anos depois. Três décadas mais tarde, mais precisamente quando Carlos foi empossado como diretor do Departamento de Anatomia de uma universidade privada, Matilde dirigiu-se ao instituto para cumprimentá-lo.

As relações afetivas humanas nem sempre são claras e fáceis de explicar, muitas vezes são perplexas e difíceis de entender, foi nessa base que incidiu a construção de Um Amor Insólito, que tenta analisar os encontros e os desencontros amorosos que vão pautando a existência, sem que seja possível tirar conclusões definitivas que justifiquem os diversos acontecimentos, frutos das opções tomadas, as quais nem sempre seguem a lógica.

Muitas vezes, os aspetos referidos, por familiares chegados, divergem mesmo sobre factos idênticos: as apreciações, sejam positivas ou negativas, têm a tendência para expressar, de modo inconsciente, as conceções de vida que afetam os testemunhos dos inquiridos.

Sinopse

 

O Autor

 

Rui Sobral de Campos nasceu em 1941 no Porto. Licenciado em Medicina e em História, trabalhou em hospitais públicos e privados de 1970 a 2012.
Publicou cinco romances, entre os quais Em Nome de Meu Pai, distinguido com o Prémio Fialho Almeida Ficção 2019 da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos, A Informadora – Crónica de anos sombrios e A Herdade do Mocho.
Na sua obra literária, Sobral de Campos procura não deixar que o iníquo Estado Novo caia no esquecimento, visto que as novas gerações, sobretudo as nascidas pós 25 de Abril, têm legitimamente outras preocupações.
Outros temas que lhe interessam têm a ver com as desigualdades sociais que manietam Portugal, bem como a lenta subida do elevador social.
Um amor insólito é o seu sexto livro.

 

Editado pela Europa Editora





quarta-feira, 17 de maio de 2023

O MÁGICO DA LUA

              



Rui Sobral de Campos

Neste romance, breve e vertiginoso, vive-se o drama de um médico enamorado da sua paciente, mortalmente enferma, e a luta inglória da medicina contra o progresso da doença. Rui Sobral de Campos opta por um estilo descarnado e seco de narrativa, apenas ornado, aqui e ali, de pormenores técnicos ou de enquadramento familiar que mais não fazem senão obrigar o leitor a tornar-se, ele próprio, um espectador lúcido da angústia de personagens impotentes.

Os dois principais protagonistas parecem assumir, a princípio, uma pura atitude agnóstica, excluidora de qualquer dimensão metafísica, não enxergando na morte senão uma estrada em direção ao Nada absoluto.
Apesar disso, e é esse o momento mais belo da obra, uma certa forma de redenção é encontrada no regresso ao realismo fantástico da infância corporizado na paisagem encantada da Fonte Benémola, lugar onde aparece o Mágico da Lua, aquele que propicia a realização dos sonhos.

Sinopse

 O Autor

Rui Sobral de Campos é médico anestesista com competência em medicina da dor.
Trabalhou em hospitais públicos e privados da área da Grande Lisboa.


Nota de rodapé

Mais um magnífico livro, que recomendamos, do nosso colega Rui Sobral de Campos, aliás, esta foi a sua primeira obra já esgotada e  agora revista e reeditada.


A. M.


                                                         Editado pela Althum.com

terça-feira, 9 de maio de 2023

A HERDADE DO MOCHO





Rui Sobral Campos


“A Herdade do Mocho” é uma obra de ficção, mas que retrata de forma realista o nascimento e a expansão de uma Herdade situada numa das zonas mais pobres e secas do Alentejo.
A Herdade do Mocho vai crescendo ao longo das gerações de uma família, sobrevivendo aos infortúnios quer das personagens, quer do tempo ou dos regimes políticos.
A obra está repleta de personagens fortes, cativantes, bem construídas, que vão passando o legado da Herdade ao longo das gerações; todas acabam por ter um papel importante nas decisões que levam ao crescimento da Herdade e da sua manutenção na família.
O autor não se limita a contar a edificação da Herdade do Mocho, nem tão pouco as aventuras e desventuras dos vários familiares dos proprietários da Herdade, faz também uma reflexão sobre várias temáticas importantes, tais como o racismo, a homossexualidade, relações incestuosas, a mulher forte e determinada, a comunidade cigana existente no Alentejo e toda a população pobre, sem recursos e analfabeta, do Alentejo.
Ao mergulhar nestas páginas, o leitor irá conhecer as várias gerações da família que habitaram a “Herdade do Mocho” e fará uma viagem pela História de Portugal (social, económica e política). No final, ficará tentado a percorrer o Alentejo em busca desta Herdade, querendo entrar dentro das suas portas ansiando encontrar alguma das suas personagens.


O Autor

Rui Sobral de Campos nasceu em 1941 no Porto. Licenciado em Medicina e em História, trabalhou em hospitais públicos e privados de 1970 a 2012.
Publicou quatro romances, entre os quais Em Nome de Meu Pai distinguido com o Prémio Fialho Almeida Ficção 2019 da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos e A Informadora – Crónica de anos sombrios.
Na sua obra literária, Sobral de Campos procura não deixar que o iníquo Estado Novo caia no esquecimento, visto que as novas gerações, sobretudo as nascidas pós 25 de Abril, têm legitimamente outras preocupações.
Outros temas que lhe interessam têm a ver com as desigualdades sociais que manietam Portugal, bem como a lenta subida do elevador social. A Herdade do Mocho é o seu quinto livro.


                                      Editado  pela Europa Editora


                                  

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

EM NOME DE MEU PAI





Prémio Fialho Almeida Ficção - SOPEAM 2019

Rui Sobral de Campos

Existem várias obras sobre o Estado Novo focando o funcionamento da ditadura bem como a violência que a PIDE exerceu durante décadas sobre os opositores. A Revolução de 1974 acabou com o regime e também com a acção da polícia política. Alguns agentes foram detidos e mais tarde julgados. Mas a Revolução não acabou com as recordações do sofrimento de quase 29 mil prisioneiros que se foram revezando nas masmorras do regime, tal como não cortou com as memórias dos descendentes quer das vítimas, quer dos 3000 torcionários, assim como de cerca de 20 mil informadores.

Em Nome de Meu Pai é uma obra de ficção, embora apoiada em factos respeitantes à ditadura que estão bem documentados e que abordam diversos temas. Tamareira é um apelido raro. Foi escolhido porque o tema ficcional é um assunto restrito, fala dos descendentes de ambos os lados e daquilo que eles poderiam ter sentido ao longo das décadas já decorridas.

Duas gerações passaram sobre o colapso do Estado Novo. Para os recém-chegados, o passado irá aos poucos perder o seu significado, sobretudo para os nascidos no presente século. Têm legitimamente outras preocupações, vivendo num país que tem pouco a ver com o Portugal da ditadura. Se, por um lado, essas preocupações são pertinentes, por outro, a nossa memória colectiva, enquanto povo, deverá chegar até elas, pois o conhecimento do que sucedeu é essencial para que os momentos mais sombrios não se repitam.

 

Da contracapa

 

O Autor

Rui Sobral de Campos nasceu em 1941 no Porto. Publicou quatro romances, entre os quais Em Nome de Meu Pai distinguido com o Prémio Fialho Almeida Ficção 2019 da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos.

Licenciado em medicina e em história, Sobral de Campos trabalhou em hospitais públicos e privados de 1970 a 2012.

Na sua obra literária, Sobral de Campos procura ajudar a que o iníquo Estado Novo não caia no esquecimento, pois as novas gerações, sobretudo as nascidas pós 25 de Abril, têm legitimamente outras preocupações.

Outros temas que lhe interessam têm a ver com as desigualdades sociais que manietam Portugal, bem como a lenta subida do elevador social.

 

Edição da Althum.com

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

A INFORMADORA - CRÓNICA DE ANOS SOMBRIOS



Rui Sobral de Campos

A informadora – Crónicas de anos sombrios é um romance histórico que narra a vida da ambiciosa Ivone em pleno Estado Novo, regime político cruel e ditatorial que vigorou em Portugal durante 48 anos, desde o golpe militar de 28 de maio de 1926, conhecido como Ditadura Militar, passando pelo repressor Estado Novo, que surgiu com aprovação da constituição de 1933, até a Revolução de 25 de Abril de 1974, que restabeleceu a democracia.

Ivone, filha de pais merceeiros, era a mais nova de três irmãs. As duas mais velhas, sem grandes ambições, tinham instrução primária. Ivone, que estudara até o quinto ano do liceu, mantinha os ares de superioridade e julgava-se merecedora de uma ocupação melhor do que atender os clientes na mercearia dos pais.

Com a cabeça cheia de sonhos, fruto das suas leituras triviais, imaginava-se noiva e esposa de um famoso advogado com um belo automóvel e vivenda no Estoril. Assim era a onírica Ivone quando foi contratada como secretária num escritório de advogados. A partir daí, o objetivo dela passou a ser conquistar o jovem advogado Eduardo, casado e com dois filhos.

Repleta de ambições e expetativas, em meio às investidas, cada vez mais audaciosas, no Eduardo, Ivone começou a cooperar com o Estado Novo como informadora, relatando tudo o que se passava no escritório.


 Sinopse

O Autor

Rui Sobral de Campos nasceu em 1941 no Porto.

Licenciado em Medicina e em História, trabalhou em hospitais públicos e privados de 1970 a 2012.

Publicou três romances, entre os quais Em Nome de Meu Pai distinguido com o Prémio Fialho Almeida Ficção 2019 da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos.

Na sua obra literária, Sobral de Campos procura não deixar que o iníquo Estado Novo caia no esquecimento, visto que as novas gerações, sobretudo as nascidas pós 25 de Abril, têm legitimamente outras preocupações.

Outros temas que lhe interessam têm a ver com as desigualdades sociais que manietam Portugal, bem como a lenta subida do elevador social.
www.ruisobralcampos.com


Edição do Grupo Editorial Europa