terça-feira, 7 de março de 2023

ABERTO TODOS OS DIAS

 





João Luís Barreto Guimarães

Prémio Pessoa, 2022

 A poesia de João Luís Barreto Guimarães oscila, sempre, entre a contemplação da História, a ironia sobre as coisas comuns e quotidianas, a transformação dos sentimentos em meditação sobre a passagem do tempo, a construção de um universo próprio com as suas personagens, obsessões e descobertas. Ao mesmo tempo, o autor encetou há muito a busca de uma linguagem única e de uma forma singular no panorama da poesia portuguesa e europeia.


Publicada em várias línguas (do espanhol ao inglês, do croata ao polaco e ao italiano), a sua obra oscila, de um lado sobre a melancolia; do outro, com a ironia - como os grandes poetas da tradição europeia, de Cesário Verde a Philip Larkin, por exemplo, sem ficar preso às fronteiras de uma lírica confessional.

Neste livro evocam-se os dias «do fechamento», mas também, finalmente, aquilo que está «aberto todos os dias» - aberto o livro, aberto o mundo -, aquilo que permanece vivo apesar das pandemias, do esquecimento ou da banalidade. Um grande e auspicioso regresso.

Sinopse da Editora

O Autor

Além de poeta e tradutor, João Luís Barreto Guimarães, que nasceu no Porto em junho de 1967, é médico, professor de poesia no ICBAS/Universidade do Porto, e publicou o primeiro livro de poemas, Há Violinos na Tribo, em 1989. Depois desse, seguiram-se Rua Trinta e Um de Fevereiro (1991), Este Lado para Cima (1994), Lugares Comuns (2000), 3 (poesia 1987-1994), em 2001, Rés-do-Chão (2003), Luz Última (2006) e A Parte pelo Todo (2009). Em 2022 recebe o Prémio Pessoa.

Seguiram-se Poesia Reunida de 2011; Você está Aqui (2013), traduzido em Itália; Mediterrâneo (2016) distinguido com o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa e publicado em Espanha, Itália, França, Polónia e Egipto; Nómada (2018) distinguido com o Prémio Livro de Poesia do Ano Bertrand e com o Prémio Literário Armando da Silva Carvalho, publicado também em Itália; a antologia O Tempo Avança por Sílabas (2019), editada também na Croácia, Macedónia e Brasil; e Movimento...

                                             Edição da Quetzal Editores 


Nota de rodapé

Sugiro a leitura da excelente entrevista conduzida por Anabela Mota Ribeiro a João Luís Barreto Guimarães e a Jorge Sousa Braga, disponível em:  https://anabelamotaribeiro.pt/joao-luis-barreto-guimaraes-e-jorge-70395



sábado, 4 de março de 2023

JOÃO LOBO ANTUNES | UM NEUROCIRURGIÃO EM CONSTRUÇÃO





João Lobo Antunes

 

«A aprendizagem do ofício, o cumprimento durante toda a vida dos hábitos de um bom aluno, terão contribuído para fazer de mim um razoável professor ou, melhor dito, um professor feliz.»

«Creio que muitos conhecem o ofício de neurocirurgião, quando mais não seja pelas séries televisivas que tanto o exaltam. [...]. A neurocirurgia e a cirurgia cardíaca disputam palmo a palmo o prestígio e o reconhecimento mediático, e ambas têm uma aura milagreira.

No Neurological Institute de Nova Iorque onde me treinei, ouvi um dia dizer que a diferença entre Deus e o neurocirurgião é que Deus sabe que não é neurocirurgião. Acredita se, com exagerada benevolência, que os praticantes da minha especialidade são possuidores de um carisma especial, algo que parece intrínseco à sua natureza. Carisma significa dádiva dos deuses, e é verdade que este atributo é exigido por quem nos procura, como se possuíssemos uma bênção ou uma benesse adicional — “mãos de ouro”, “mãos benditas”, ouvi muitas vezes.»

«Na véspera da minha partida para Nova Iorque despedi-me de Lisboa que inesperadamente se iluminara de um sol radioso. No meu Fiat 600, deambulei pela Baixa pombalina, subi aos vértices do triângulo que domina a cidade: o Castelo, o Largo de São Pedro de Alcântara e o cimo do Parque Eduardo VII. Enchi-me de Lisboa, como ávida esponja, ou como um dromedário que bebe litros de água porque suspeita que a viagem será longa. A verdade é que nunca mais olhei Lisboa com um olhar tão profundo, e a apertei num abraço tão cerrado e amplo como nessa tarde.»

Da badana

 

O Autor

João Lobo Antunes (1944-2016), foi neurocirurgião de relevo e Professor Catedrático de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa. Fundador e presidente do Instituto de Medicina Molecular, assumiu ainda a presidência do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida. Defensor de uma visão humanista da medicina e detentor de vasta cultura, publicou sete livros de ensaios: Um Modo de Ser (1996), Numa Cidade Feliz (1999), Memória de Nova Iorque e Outros Ensaios (2002), Sobre a Mão e Outros Ensaios (2005), O Eco Silencioso (2008), Inquietação Interminável (2010) e Ouvir Com Outros Olhos (2015); uma biografia de Egas Moniz (2010); e, na coleção «Ensaios» da Fundação Francisco Manuel dos Santos, A Nova Medicina (2012).

Entre as várias distinções que recebeu conta-se o Prémio Pessoa (1996) e o Prémio da Universidade de Lisboa (2013). Foi ainda agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2004) e Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago de Espada (2014), que distingue o mérito literário, científico e artístico.

 

Edição da Gradiva


domingo, 26 de fevereiro de 2023

PRÍNCIPES DA MEDICINA







A vida e obra de alguns dos mais fascinantes e inspiradores médicos da História

 

Mário Cordeiro


Nota

Nesta obra exaustiva o autor descreve a vida e a obra de numerosos médicos que desde a Antiguidade até aos nossos dias, se destacaram no campo das artes visuais, na poesia, na literatura, na música, na história, na filosofia, na política ou na defesa dos direitos humanos, para além do exercício da medicina.

Trata-se de uma perspetiva singular na abordagem à História da Medicina.

 

O Autor

Mário Cordeiro, pediatra, professor aposentado de pediatria e de saúde pública da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. Foi presidente da Secção de Pediatria Social e Comunitária e da European Society for Social Paediatrics, fundador e presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil e de muitas outras organizações relacionadas com a promoção da saúde e dos direitos das crianças e adolescentes. Membro das Comissões Nacionais de Saúde da Mulher e da Criança, Direitos da Criança e Boas Práticas em Lares. Dirigiu o Observatório Nacional de Saúde.

É membro da Academia das Letras e das Artes e autor de vários bestsellers como O Grande Livro do BebéO Livro da Criança ou O Grande Livro do Adolescente, dedicando-se também à escrita de poesia, dramaturgia e romances.

Melómano, gosta de estar em família, passear, desfrutar da Natureza e passear o cão, sendo embaixador da Provedoria dos Animais de Lisboa para os programas de sensibilização da interação de crianças com cães. Gosta do Tempo, enquanto espaço de vida, da História, como sinal do passado (não aprecia saudosismos ou  nostalgias), e de viver o presente com uma perspetiva no futuro. Sente que o amor, os afetos e a frugalidade, em busca do Belo, são o melhor antídoto para a angústia existencial que sempre sentiu.


Edição da Saída de Emergência

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2023

O MEU SÉCULO

 



Gunter Grass

Prémio Nobel da Literatura, 1999

Numa centena de histórias - cada uma situada num ano do século XX - Gunter Grass recorda os acontecimentos emblemáticos da política, da ciência e das guerras, mas também factos aparentemente triviais que marcaram o quotidiano, os hábitos e os valores.

O meu século é um monumento literário sobre a herança de grandeza e horror que transportámos para este século.

Da badana

“Quando a Guerra se aproximava do fim e já só havia estragos e perdas a relatar, ainda vinham pedir-nos que apelássemos à “resistência”. Nada de relatos assustadores, nada de requentados. No campo de concentração evacuado vi empilhar os cadáveres abandonados e pegar-lhes fogo. Vi tudo aquilo e nem uma palavra escrevi. Que vem a ser isso de Paz, afinal? Cá para nós, a guerra nunca acabou.”

Da contracapa

O Autor

Gunter Grass nasceu em 1927, na cidade de Danzig na Polónia e faleceu em 2015, em Lubeck na Alemanha. Tinha nacionalidade alemã. Aos dezasseis anos foi recrutado pelo exército alemão para combater na II Guerra Mundial onde foi ferido em combate em 1944 e mais tarde aprisionado pelas tropas norte americanas. Libertado em 1946, passou por um período difícil trabalhando na agricultura, numa mina de potassa e como aprendiz de pedreiro.

A experiência conseguida durante esse período fez com que se entusiasmasse pela vida criativa e em 1948 é admitido no curso de Pintura e Escultura da Academia das Artes de Düsseldorf.

Obteve grande reconhecimento a nível internacional após a publicação de “ O Tambor de Lata” (1956). Continuou a escrever, publicando “O Gato e o Rato” (1961) e “O Cão de Hitler” (1963), que com “O Tambor de Lata”, formam a "Trilogia de Danzig". Alternou a actividade literária com a escultura, enquanto participava de forma activa da vida pública de seu país. A partir da década de 70, debruçou-se sobre temas de importância, como o pacifismo, a ecologia, o feminismo e o papel dos intelectuais na realização de um mundo melhor.

 

Edição da Casa das Letras

Nota de rodapé

Para quem desconhece: Gunter Grass tinha casa junto à serra de Monchique no Algarve, onde expunha com regularidade a sua obra plástica. Parte do discurso do Nobel foi redigido em Portugal.


domingo, 19 de fevereiro de 2023

SER MÉDICO

 


A Arte e o Ofício de Curar

Miguel Vilardell

O poder de curar sempre fascinou a Humanidade.

Como será a medicina do futuro? Os médicos estarão a receber a formação adequada para fazer face aos novos desafios sociais? Será possível preservar a relação íntima que se estabelece no acto médico, ou este irá ser cada vez mais impessoal?

Depois de desempenhar a profissão de médico durante quase quarenta anos, o Dr. Miquel Vilardell, Chefe de Serviço de Medicina Interna do Hospital Universitário Vall d’Hebron, reflecte nestas páginas sobre o árduo caminho do exercício da sua profissão: o nascimento da vocação, a etapa de formação, o primeiro contacto com o doente, a realidade e as dificuldades da medicina pública e privada e as perspectivas do sector.

Um olhar ao mundo da medicina, pelo punho de um médico que lutou por ser médico e que, apesar dos problemas que o sector enfrenta, reafirma o prazer que sente na sua profissão.

Um texto ditado pela experiência e a visão humana da medicina, para médicos em exercício que queiram reflectir sobre a sua profissão e para os jovens que planeiam ingressar na ciência e na arte de curar as pessoas. Um livro que aproximará todos os leitores do mundo fascinante da medicina.

Sinopse
                                                                                           
                                   Editado pela Gradiva                                                              

HISTÓRIA DA MEDICINA EM PORTUGAL

 


Origens, ligações e contextos


Manuel Valente Alves

O autor guia o leitor numa viagem pelas práticas médicas, que se inicia com as mais primitivas, em que impera o misticismo, sucedendo-se as da Antiguidade, as das Idades Média, Moderna e Contemporânea, até às mais recentes  realizadas já no século XXI. Neste longo percurso mantém-se sempre focado na realidade portuguesa.

Esta História da Medicina em Portugal, desenrola-se enquadrada pela Ciência, pela Política, pela Filosofia e pelas outras áreas do conhecimento, das várias épocas que percorre.

Trata-se de uma obra de grande fôlego, exaustiva, de grande qualidade gráfica, abundantemente ilustrada e de leitura agradável mesmo por um público não especialista.



O Autor

Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa em 1978. É especialista e exerce Medicina Geral e Familiar desde 1985. 

Em 2003, a convite da direção da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, reorganizou o seu Núcleo Museológico. Em 2005 fundou o Museu da Medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, que dirigiu até 2014. Desde 2005 tem colaborado regularmente, quer como investigador quer como consultor, com vários centros de investigação universitários na área das ciências humanas. Em 2007 foi convidado a reorganizar a disciplina de História da Medicina do curso de mestrado integrado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, tendo sido docente e regente da disciplina nessa faculdade até 2014. 

É académico titular da Academia Nacional de Medicina de Portugal. 

Na área das artes plásticas tem exposto regularmente desde o começo dos anos 80, utilizando como suportes preferenciais a pintura, a fotografia, o vídeo e o desenho.


Edição da Porto Editora




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023

A QUEM NOS LÊ

 


 

Com a recente revitalização deste blogue acabámos de ultrapassar as 2000 visitas, o que para nós, seus autores e editores, é motivo de natural satisfação e estímulo para continuar a divulgar obras que habitam as nossas prateleiras.

 

A criação da etiqueta  em destaque “Autores Médicos” tem como objectivo dar visibilidade aos que se dedicam à Escrita, mas também aos que têm experiências interessantes vividas no seu ambiente de trabalho.  Todos temos  histórias que merecem ser partilhadas e que podem ser enviadas para o mail que está no blogue.


Desejamos que nos continuem  a acompanhar.

Enviem as vossas histórias, façam os vossos comentários. 

Gratos pelo vosso interesse.

C.Falcão, A.Marinheiro

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

ANTÓNIO JOSÉ DE BARROS VELOSO | UMA VIDA, VÁRIOS MUNDOS

 



Margarida Almeida Bastos

A vida de alguém fadado para exercer medicina no Caramulo e que se tornou numa referência da Medicina em Portugal; a vida de alguém que nunca aprendeu música e se tornou num importante nome do Jazz, a vida de um médico que se destacou no estudo da Azulejaria e publicou várias obras sobre História da Ciência.

Uma vida vários mundos

A Autora

Margarida Almeida Bastos, licenciada em História, variante Arqueologia, pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e pós-graduada em Artes Decorativas Portuguesas pela Fundação Ricardo Espírito Santo.

Trabalha no Museu de Lisboa, onde se dedica sobretudo a investigação no âmbito da História da cidade.

Co-comissariou as exposições “Devoções Populares. Registos em Azulejo” (2013) e “Maresias” (2014) . Co-coordenou as exposições “Luz de Lisboa” (2015) e “Fragmentos de Cor. Azulejos do Museu de Lisboa” (2016) (Prémio SOS Azulejo, 2017) e os respectivos catálogos.

É autora de vários artigos e entradas de catálogo, e co-autora de várias obras. Tem apresentado várias palestras, a nível nacional e internacional, versando diversas temáticas. É autora de documentários, entre os quais “Cesina Bermudes. Uma vida só não basta” (2018) e “À procura de António Botto” (2018), realizados por Cristina Ferreira Gomes para a RTP2.

Edição da By the Book

Nota de rodapé

Uma excelente fotobiografia, escrita na forma de entrevista, que se lê de um fôlego.

FC


terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

HOJE DEU ENTRADA NO HOSPITAL

 



Henry Marsh

Ao ver uma ordem desrespeitada por razões burocráticas, e num ataque de fúria, o neurocirurgião Henry Marsh agarra o nariz a um pobre enfermeiro e torce-o com violência. No dia seguinte, o médico pede desculpas e entrega a carta de demissão. Já não suporta a degradação crescente do Serviço Nacional de Saúde Britânico. Não tolera a erosão da sua autoridade, num sistema cada vez mais frio e mecanizado.
Reformado, procura definir o passo seguinte. Ainda se sente útil e capaz, mas não ali. Oferece-se para operar pro bono, começa a passar temporadas na Ucrânia, no Nepal, a trabalhar em situações extremas, a testemunhar uma miséria sem fim. De regresso a Inglaterra descobre um casebre abandonado, em Oxford, junto ao rio Tamisa. E é para lá que volta, nos intervalos das viagens. Amante de ferramentas e do trabalho manual, começa a reconstruir a casa.
A reconstrução, tábua a tábua, é a metáfora perfeita em redor da qual se tecem estas memórias. Recorda a sua turbulenta juventude, o seu nascimento enquanto cirurgião. Mas foca-se sobretudo no fim que se aproxima, o medo que o corpo falhe, ou, pior ainda, a mente.
Com a mesma desassombrada lucidez de Não Faças Mal, Henry Marsh retoma aqui as questões que o atormentaram durante 40 anos, o que fez de bom e de mau, o que poderia ter feito melhor.

Sinopse

Crítica da Imprensa

«O segundo livro de memórias do neurocirurgião é movido por um espírito transgressor, confessional, por vezes otimista, esporadicamente doloroso.»

The Guardian


Edição da Lua de Papel 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

NAÇÃO CRIOULA

 






José Eduardo Agualusa

 

Nação Crioula conta a história de um amor secreto: a misteriosa ligação entre o aventureiro português Carlos Fradique Mendes - cuja correspondência Eça de Queiroz recolheu - e Ana Olímpia Vaz de Caminha, que, embora tenha nascido escrava, foi uma das pessoas mais ricas e poderosas de Angola. Nos finais do século XIX, em Luanda, Lisboa, Paris e Rio de Janeiro, misturam-se personalidades históricas do movimento abolicionista, escravos e escravocratas, lutadores de capoeira, pistoleiros a soldo, demiurgos, numa luta mortal por um mundo novo.

 

O Autor

José Eduardo Agualusa nasceu na cidade do Huambo, em Angola, a 13 de dezembro de 1960. Estudou Agronomia e Silvicultura. Viveu em Lisboa, Luanda, Rio de Janeiro e Berlim. É romancista, contista, cronista e autor de literatura infantil. Os seus romances têm sido distinguidos com os mais prestigiados prémios nacionais e estrangeiros, como, por exemplo, o Grande Prémio de Literatura RTP (atribuído a Nação Crioula, 1998); também os seus contos e livros infantis foram merecedores de prémios, como o Grande Prémio de Conto da APE e o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian, respetivamente. O Vendedor de Passados ganhou o Independent Foreign Fiction Prize, em 2004, e, mais recentemente, o romance Teoria Geral do Esquecimento foi finalista do Man Booker Internacional, em 2016, e vencedor do International Dublin Literary Award (antigo IMPAC Dublin Award), em 2017.


Edição da Quetzal Editores




quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

NÃO FAÇAS MAL




Henry Marsh

 O que sentirá um neurocirurgião ao tomar a consciência de que está a manipular, a cortar a própria matéria de que são feitas as emoções, memórias e pensamentos? Não lhe tremerá a mão, sabendo que um erro pode ser fatal? Se imagina a neurocirurgia como uma prática precisa, sofisticada, levada a cabo por médicos inacessíveis, este livro vai fazê-lo mudar de ideias. Henry Marsh, um dos mais conceituados neurocirurgiões britânicos, expõe-se aqui com uma honestidade rara na literatura médica. Página a página, descobrimos-lhe as diferentes facetas. Conhecemos o profissional obsessivo, movido pela ”adrenalina da caça”, pelo gozo feroz de operar; sentimos-lhe a mal disfarçada vaidade na hora do triunfo; tememos por ele no bloco operatório quando tudo se desfaz e o vemos, “como um deus irado”, a praguejar em ataques de fúria.

Quando porém termina a cirurgia e se deixa cair exausto na cadeira, sentimo-lo subitamente próximo, falível, quebrado. Ouvimo-lo confessar a ansiedade eternamente renovada antes de entrar no bloco operatório. Compreendemos o seu medo de dar esperança aos pacientes (ou o medo, ainda maior, de não dar). Perdoamos-lhe a tentação de fugir dos familiares quando tem de se apresentar diante deles, de ombros curvados, a carregar a notícia, o erro, a culpa. E é essa a imagem que fica de Não Faças Mal, o rosto humano de um médico que, no fim de carreira, procura a expiação.

Sinopse da Editora

 

O Autor

Henry Marsh estudou Política, Filosofia e Economia na Universidade de Oxford, antes de ingressar em Medicina no Royal Free Hospital de Londres. Tornou-se membro do Royal College of Surgeons em 1984 e em 1987 começou a praticar neurocirurgia no St. George’s Hospital, também na capital de Inglaterra.

Sobre ele foram rodados dois documentários premiados: Your Life In Their Hands (medalha de ouro da Royal Television Society) e The English Surgeon, sobre o seu trabalho na Ucrânia (galardoado com um Emmy).

O autor é casado com a antropóloga Kate Fox.

Edição da Lua de Papel



 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

HISTÓRIA DA ESCRAVATURA




Da Antiguidade aos nossos dias

 

Christian Delacampagne

 

Desde o seu aparecimento como hierarquia socialmente organizada há cerca de cinco mil anos até às suas mutações mais recentes, passando pelo sistema esclavagista greco-romano, as suas metamorfoses no Ocidente medieval, o tráfico atlântico organizado pelos europeus e as diferentes formas de tráfico criadas pelos árabes, encontramos aqui as principais etapas da sua história.

 

Verificaremos também que, contrariamente a uma ideia muito difundida, a escravatura não desapareceu no século XIX; embora oficialmente condenada pelas instâncias internacionais, e assumindo formas diferentes das conhecidas, sobrevive em muitos países industrializados e democráticos.

Da contracapa

 

O Autor

Christian Delacampagne nasceu em 1949 em Dakar, no Senegal, e morreu em Paris em 2007.

Fez estudos de Filosofia e um doutoramento em Letras e Ciências Humanas em 1982.

Exerceu diversas profissões em vários países (professor de Filosofia, diretor do Centro Cultural Francês em Barcelona, Cairo, Tel-Aviv e adido cultural em Boston), instalou-se nos Estados Unidos em 1998, onde ensinou em várias Universidades, tendo terminado a sua carreira de docente em 2006 na prestigiada Universidade de John Hopkins, em Baltimore.

É autor de uma obra vastíssima, que incide especialmente em questões de filosofia política.

 

Publicação das Edições Texto & Grafia

Nota de rodapé

Uma excelente obra geral sobre a História da Escravatura. 

FC