domingo, 15 de janeiro de 2023

A VIDA PRIVADA DE ILDA GOMES






Pedro Freire Costa

 

Em A Vida Privada de Ilda Gomes e Outras Histórias encontra contos com inflexões de enredo surpreendentes e personagens comuns que acabam revelando facetas inesperadas.

Que mistérios esconde afinal a vida de Ilda Gomes? Qual a metamorfose da proposta de Óscar? Até onde vai a “Honra de Jogadores?”. Em “Uma fina Camada de Pó de Giz” desenrola-se um conjunto de memórias que varrem quatro décadas da vida do nosso país; porque nos diz o narrador que fez questão de ficar num quarto de hotel com vista para o farol da barra de Aveiro?

A Vida Privada de Ilda Gomes e Outras Histórias reúne um conjunto de contos que prenderão e encantarão o leitor. Relatos ora pungentes, ora hilariantes, personagens marcantes, inesperadas, uma prosa cativante, inspiradora, cheia de surpresas.

Da contracapa

 

O Autor

Pedro Freire Costa, nasceu em 1950, em Lisboa. Escreve ficção. Além deste livro publicou O  Tempo da Ceia (Quetzal) e um romance juvenil, O Mercador da Galáxia (Ed. Bizâncio). Este foi distinguido com a inclusão no Plano Nacional de Leitura, recomendado para o 6ª ano (nível-III). Escreveu, traduziu, adaptou e encenou para teatro amador. Escreve para cinema e realizou – em parceria com a Videoteca de Lisboa – a curta metragem  (20’) Presa por um fio, adaptação cinematográfica de uma peça da sua autoria. Pinta paisagens; o seu meio preferido é a aguarela. É professor catedrático da NOVA Medical School |FCM |UNL

 

Edição da Bizâncio

  

sábado, 14 de janeiro de 2023

HISTÓRIA DA ESCRAVATURA


 


James Walvin

Uma grande síntese da história global da escravatura, desde a Antiguidade Clássica até ao Abolicionismo, em 1807, com especial incidência no tráfico negreiro do Atlântico.

James Walvin procedeu à selecção dos textos históricos que têm a capacidade de recriar o enquadramento social e económico que tornou possível – e até moralmente aceitável – uma instituição tão bárbara e desumana. Colocando lado a lado estes documentos históricos e a própria narrativa de Walvin, incisiva e impiedosa, do ponto de vista histórico, as duas perspectivas formam um estudo definitivo sobre o tráfico de escravos do Atlântico, permitindo a compreensão mais nítida da ascensão e queda de um dos episódios mais vergonhosos da história europeia, bem como das repercussões que ainda se fazem sentir na sociedade contemporânea.

O autor sugere que a viabilidade económica dos territórios colonizados da América do Norte ficou a dever‑se ao uso de escravos para o trabalho nas plantações. Na época, considerava‑se que os índios americanos nativos eram desprovidos da imunidade necessária para sobreviver às enfermidades trazidas pelos colonos brancos. O trabalho escravo foi determinante para o sucesso das primeiras plantações de açúcar e tabaco, que conduziu a uma procura crescente destes produtos na Europa, o que alimentava, por sua vez, a expansão do tráfico de escravos transatlântico.

Walvin sugere ainda que a riqueza e a posição de poder hoje ocupada pela Grã‑Bretanha e pelos Estados Unidos se deve, em grande medida, à exploração dos escravos, uma vez que os bens produzidos por estes eram fundamentais na economia de ambos os países. Para além disso, o trabalho escravo fomentou e acelerou a própria Revolução Industrial e a emergência da indústria capitalista.

 Portanto, Walvin considera que esta é uma dívida ainda não saldada, pois, para além de todos os infames pressupostos morais que possibilitaram a exploração de trabalho escravo, os danos infligidos no continente africano incluem uma perda maciça de população e o desrespeito pelas estruturas sociais, de modo a assegurar o tráfico negreiro ao longo de mais de quatro séculos. A perda de dignidade, devido ao facto de lhes ser sistematicamente negada a humanidade por parte dos europeus – o único modo de justificarem o tratamento que lhes davam – foi talvez a consequência social mais insidiosa.

Sinopse da Editora

 

“Arrancado a um estado de inocência e liberdade de forma tão cruel e bárbara, e assim remetido para um estado horror e escravatura: eis uma situação de abandono que é mais fácil imaginar do que descrever.”

Ottobah Cugoano, 1787

(escravo sobrevivente de uma viagem transatlântica)

Da contracapa

 


O Autor

James Walvin foi professor durante vários anos na Universidade de York, onde hoje ocupa o cargo de professor emérito de História, tendo sido também professor visitante em várias universidades das Caraíbas, dos EUA e da Austrália. É autor de diversos livros sobre história da escravatura e do comércio de escravos, como Black Ivory: A History of British Slavery. A sua obra Black and White foi galardoado com o prémio Martin Luther King Memorial.

 

Publicado pelas Edições Tinta da China

 

 


sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

MEMÓRIAS DA VILA DA IRMÂNIA

 




Realidade e utopia por terras de Mortágua nas primeiras décadas do Séc. XX


João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa

 “Memórias da Vila da Irmânia – A realidade e a utopia por terras de Mortágua nas primeiras décadas do Séc. XX” é um livro que nos remete para a Utopia em torno da designação de Irmânia e as atividades na Vila da Irmânia, nome atribuído no início do séc. XX à aldeia da Marmeleira (concelho de Mortágua), que fica no coração da região da Irmânia.

No início do século passado, esta localidade sobressaiu no mapa republicano, destacando-se a figura de Basílio Lopes Pereira, advogado, republicano, maçon e forte opositor à Ditadura Nacional e ao Estado Novo, nos anos trinta e quarenta do século passado, tendo estado inclusivamente preso no Tarrafal. Também os seus irmãos de sangue (um médico e outro Oficial do Exército) possuíam a mesma matriz cívica, tendo estado deportados em Timor-Leste depois do 26 de Agosto de 1931.

Neste livro, o autor pretende ressaltar os exemplos dos sacrifícios, da coragem e da determinação de muitos em defesa dos valores e princípios em que acreditavam, e os factos que transparecem da Utopia de um Homem! 

Sinopse


A dimensão da pesquisa e narrativa em torno da utopia e esoterismo por terras de Mortágua, são dominados e omnipresenteados  pelo sonho de um Homem, Basílio Lopes Pereira, em torno do nome Irmânia: a Vila da Irmânia, a região da Irmânia, a Escola Livre da Irmânia e outras actividades.

Não dá para pensar porque é que um dos dois únicos centros republicanos da Beira Alta, aquando da implantação da República, estava na Marmeleira? E o que dizer de alguém querer dar um nome diferente à sua aldeia, fruto de uma utopia pessoal, e conseguir o seu uso nos sobrescritos do correio? Por exemplo não será estranha a existência de actividade maçónica organizada numa aldeia da Beira Alta? Como justificar como utopia que uma região tenha uma forma geométrica e uma designação de cariz esotérico? E que movimentações socioculturais explicam a intensa actividade cultural numa aldeia de Mortágua, com a criação de um jornal, um teatro, uma Biblioteca Popular e mais tarde de uma Escola Livre?

Da contracapa

O Autor

 

João Paulo Gaspar de Almeida e Sousa nasceu em Coimbra, a 2 de agosto de 1954. Tem raízes familiares em Mortágua, mantendo forte ligação a esta Terra, não dispensando visitá-la pendularmente. 

Licenciou-se em Medicina em Coimbra exercendo funções no SNS como médico intensivista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. 

As preocupações humanistas assumem em si o gosto de olhar as Pessoas e os Territórios, do passado ao presente, numa visão holística de que é mister a História. Neste contexto surge a ligação ao Núcleo Museológico da Irmânia e a valorização de assuntos históricos, ligados ao território de Mortágua. É um apelo já manifestado com o livro “Andaram por aqui os franceses….A 3ª Invasão Francesa em Mortágua”(2016). 

A presente obra, germinada há anos, sofreu vicissitudes na sua escrita, condicionadas pela actividade profissional, com a interrupção pela sua incursão, com outras funções no Serviço Público, no Instituto Português do Sangue e da Transplantação. O regresso permitiu-lhe continuar, nos intervalos da sua actividade, a pesquisa e a escrita apaixonadas sobre os acontecimentos e os Cidadãos referidos neste livro, que não quis “deixar para trás”

Edição da MinervaCoimbra


A MAIS BREVE HISTÓRIA DA CHINA

 





Linda Jaivin

 

À medida que avançamos pelo século asiático adentro, prestamos cada vez mais atenção à China - a superpotência económica, a sociedade em rapidíssima modernização, o jogador geopolítico crescentemente assertivo. Para irmos além dos chavões sobre esta antiga e prestigiada nação, devemos conhecer o seu passado vibrante e tumultuoso - uma história repleta de personagens fascinantes, de celeumas filosóficas e de golpes palacianos, de conflitos militares e de tumultos sociais, invenções artísticas e inovações tecnológicas.

Da contracapa

A Autora

Linda Jaivin é ensaísta, romancista e tradutora. Licenciada em Estudos Chineses pela Brown University, EUA, é coeditora do The China Story Yearbook. Viveu em Taiwan, Hong Kong e Pequim e escreve sobre política, cultura e história chinesas há mais de três décadas.

 

Nota de rodapé

Este livro conta de uma forma clara e concisa o percurso deste país gigantesco ao longo de 3.500 anos. Uma excelente síntese.

 

Publicado pelas Edições D. Quixote


quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

EU TROCADO VOS CONFESSO




 

Helder Trindade

Dois homens, de ocupações distintas, mas coincidentes no tempo e num espaço comum.
Partilham experiências com visões bem diferentes.
O que acontecerá se os papéis dos indivíduos se inverterem por razões verdadeiramente inusitadas?
Será que o hábito ainda faz o monge, ou o hábito é o monge?

Da contracapa

O Autor

É médico há uma vida. Como considera que nela devem caber mais atividades e interesses, dedica-se à escrita e à pintura, aventuras muito pessoais onde pode contar com a lealdade das palavras e dos temas que aborda. Como os indivíduos com quem se cruza diariamente na sua carreira no SNS, as personagens dos livros são seres em momentos de mudança, sofrimento, ou apenas seres que interagem entre si com a afetividade de cada momento. O Homem e os seus comportamentos são um desafio para a escrita. O que será que um Autor/Médico pode escrever? O que sente como clínico e como pessoa, o que vê e experimenta na sua vivência e na forma como vê e sente a realidade pessoal e em cada dia.

 

Edição da Emporium Editora

 

EM NOME DE MEU PAI





Prémio Fialho Almeida Ficção - SOPEAM 2019

Rui Sobral de Campos

Existem várias obras sobre o Estado Novo focando o funcionamento da ditadura bem como a violência que a PIDE exerceu durante décadas sobre os opositores. A Revolução de 1974 acabou com o regime e também com a acção da polícia política. Alguns agentes foram detidos e mais tarde julgados. Mas a Revolução não acabou com as recordações do sofrimento de quase 29 mil prisioneiros que se foram revezando nas masmorras do regime, tal como não cortou com as memórias dos descendentes quer das vítimas, quer dos 3000 torcionários, assim como de cerca de 20 mil informadores.

Em Nome de Meu Pai é uma obra de ficção, embora apoiada em factos respeitantes à ditadura que estão bem documentados e que abordam diversos temas. Tamareira é um apelido raro. Foi escolhido porque o tema ficcional é um assunto restrito, fala dos descendentes de ambos os lados e daquilo que eles poderiam ter sentido ao longo das décadas já decorridas.

Duas gerações passaram sobre o colapso do Estado Novo. Para os recém-chegados, o passado irá aos poucos perder o seu significado, sobretudo para os nascidos no presente século. Têm legitimamente outras preocupações, vivendo num país que tem pouco a ver com o Portugal da ditadura. Se, por um lado, essas preocupações são pertinentes, por outro, a nossa memória colectiva, enquanto povo, deverá chegar até elas, pois o conhecimento do que sucedeu é essencial para que os momentos mais sombrios não se repitam.

 

Da contracapa

 

O Autor

Rui Sobral de Campos nasceu em 1941 no Porto. Publicou quatro romances, entre os quais Em Nome de Meu Pai distinguido com o Prémio Fialho Almeida Ficção 2019 da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos.

Licenciado em medicina e em história, Sobral de Campos trabalhou em hospitais públicos e privados de 1970 a 2012.

Na sua obra literária, Sobral de Campos procura ajudar a que o iníquo Estado Novo não caia no esquecimento, pois as novas gerações, sobretudo as nascidas pós 25 de Abril, têm legitimamente outras preocupações.

Outros temas que lhe interessam têm a ver com as desigualdades sociais que manietam Portugal, bem como a lenta subida do elevador social.

 

Edição da Althum.com

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

MEDICINA JUDAICA LUSITANA - Século XVI



Alfredo Rasteiro

 

nada farei

que não saiba fazer

estarei atento

continuarei a estudar

farei cirurgia

se o souber

serei mudo e quedo

saberei esperar

Da contracapa

O Autor

Alfredo Rasteiro, nasceu em 1936, em Azinhaga. Doutor em Ciências Médicas (Oftalmologia) pela Universidade de Coimbra (1979), teve a seu cargo a regência de História da Medicina.

Publicou:

·        Carcinoma Basocelular Palpebral, Coimbra, 1978.

·        Queratoplastias, tese 1978.

·        História da Oftalmologia Portuguesa, S.P.O. 1985.

·        Medicina e Descobrimentos, Almedina, 1992

·        O ensino Médico em Coimbra, 1131-2000, Quarteto, 1999

 

Editado pela Quarteto Editora

 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

MÁRIO

  

 


Episódios das

LUTAS CIVIS PORTUGUESAS

de 1820 – 1834

Silva Gaio

 

Nota de Leitura

Este romance histórico escrito em 1866-1867, transporta o leitor para o quadro das lutas liberais.

Mário o herói principal do livro, combate pela causa liberal - pela ideologia constitucional. Por ela luta com enorme coragem, sofrendo todo o tipo de atribulações, sendo exilado e preso em Angola, de onde acaba por se evadir. No entanto, consegue regressar a Portugal e é testemunha da vitória do constitucionalismo. E assim termina esta obra plena de peripécias.

Lamentavelmente, Silva Gaio partiu antes de completar 40 anos de idade e só nos deixou este romance.

FC

 

O Autor

António de Oliveira Silva Gaio nasceu em Viseu em 14 de Agosto de 1830, tendo ficado órfão aos 5 anos.

O ambiente familiar em que cresceu - o seu pai advogado e magistrado sofreu perseguições e conheceu as prisões Miguelistas, por força das suas convicções liberais - influenciou fortemente o seu espírito, levando-o a ser um defensor da causa da Liberdade.

Andou no Seminário onde fez o ensino secundário e terminou o curso de Medicina na Universidade de Coimbra em 1857. Em 1864 tornou-se professor dessa mesma universidade, regendo a cadeira de Higiene Pública.

Morreu no Buçaco, em 8 de Agosto de 1870.

 

Editado pela Lello Editores


sábado, 7 de janeiro de 2023

LANÇAMENTO DO LIVRO: ARTIGOS SOLTOS - TEXTOS DE OPINIÃO


 



A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, o Autor e as Edições MinervaCoimbra

têm a honra  de convidar V. Ex.ª para o lançamento do livro "Artigos Soltos - textos de opinião".

Com intervenções de Carlos Cortes |Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos; 

Isabel de Carvalho Garcia| Editora da MinervaCoimbra;

António dos Reis Marques| Presidente do Colégio de Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos e apresentador da obra; 

António Casimiro Ferreira|Professor da Faculdade de Economia da UC, investigador do Centro de Estudos Sociais da UC e apresentador da obra;

João Paulo Almeida e Sousa | Médico Especialista em Medicina Intensiva e autor da obra.

 

A sessão realiza-se no próximo dia 12 de Janeiro, pelas 18h00, na SRCOM, Av. Afonso Henriques, nº 39, em Coimbra.

 


A COSTA DOS MURMÚRIOS

 


Lídia Jorge 

Centrada no virar dos anos sessenta para os setenta, em plena guerra colonial, a acção de A Costa dos Murmúrios inventa, com talento e precisão, o estranho mundo que medeia entre os actos de guerra e o pensamento e sentimentos dos que protagonizam o jogo violento entre dominadores e dominados, questionando, através de um clima épico e de uma dimensão trágica, a própria História e a consciência do País.

O romance é constituído por duas partes que se refazem e se reinventam. Um primeiro “livro”, chamado “Os Gafanhotos”, é a evocação, na terceira pessoa, de um caso singular ocorrido na guerra colonial e que filtra, em tons inesquecivelmente mágicos e simbólicos, a boda do alferes Luís Alex no Hotel Stella Maris. No segundo “livro “ “A Costa dos Murmúrios” propriamente dita, Eva Lopo, vinte anos mais tarde, revela e alarga o que antes se apresentara como enigma, repondo a verdade da História.

 

Da contracapa

 A Autora

Lídia Jorge nasceu no Algarve, em Boliqueime, concelho de Loulé, numa família de agricultores e emigrantes.

Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Posteriormente foi professora do Ensino Secundário. Foi nessa condição que passou alguns anos em Angola e Moçambique, durante o último período da guerra colonial, mas a maior parte da sua carreira docente foi em Portugal. Foi também Professora convidada da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa entre 1995 e 1999. Foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social e integrou o Conselho Geral da Universidade do Algarve.

O seu primeiro romance, O Dia dos Prodígios (1980), constituiu um acontecimento num período em que se inaugurava uma nova fase da literatura portuguesa e desde logo a autora se tornou um dos nomes mais mencionados no domínio literário. Seguiram-se O Cais das Merendas (1982), Notícia da Cidade Silvestre (1884), A Costa dos Murmúrios (1988), A Última Dona (1992) O Jardim sem Limites (1995), O Vale da Paixão (1998). O Vento Assobiando nas Gruas (2002). Combateremos a Sombra (2007), Contrato Sentimental (2009), A Noite das Mulheres Cantoras (2011). Os Memoráveis (2014), Estuário (2018)

Embora tendo escrito poesia desde muito jovem só em 2019 publica o seu primeiro livro, O Livro das Tréguas. Lídia Jorge publicou antologias de contos, Marido e Outros Contos (1997), O Belo Adormecido (2003), e Praça de Londres (2008), para além das edições separadas de A Instrumentalina (1992) e O Conto do Nadador (1992). Em 2016 publicou O Amor em Lobito Bay.

Em 2020, com o título de Em Todos os Sentidos, reuniu as crónicas que leu, ao longo de um ano, aos microfones da Rádio Pública, Antena 2.

 

Nota de rodapé

Este admirável romance de Lídia Jorge publicado em 1988, confirmou a escritora como uma figura destacada da literatura portuguesa do século XX. Nasce a partir das vivências africanas da autora durante a guerra colonial, primeiro em Angola depois em Moçambique.

Considero esta obra ficcional uma das melhores que li da chamada literatura da guerra colonial. FC

 

Edição das Publicações D. Quixote

 


sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

A INFORMADORA - CRÓNICA DE ANOS SOMBRIOS



Rui Sobral de Campos

A informadora – Crónicas de anos sombrios é um romance histórico que narra a vida da ambiciosa Ivone em pleno Estado Novo, regime político cruel e ditatorial que vigorou em Portugal durante 48 anos, desde o golpe militar de 28 de maio de 1926, conhecido como Ditadura Militar, passando pelo repressor Estado Novo, que surgiu com aprovação da constituição de 1933, até a Revolução de 25 de Abril de 1974, que restabeleceu a democracia.

Ivone, filha de pais merceeiros, era a mais nova de três irmãs. As duas mais velhas, sem grandes ambições, tinham instrução primária. Ivone, que estudara até o quinto ano do liceu, mantinha os ares de superioridade e julgava-se merecedora de uma ocupação melhor do que atender os clientes na mercearia dos pais.

Com a cabeça cheia de sonhos, fruto das suas leituras triviais, imaginava-se noiva e esposa de um famoso advogado com um belo automóvel e vivenda no Estoril. Assim era a onírica Ivone quando foi contratada como secretária num escritório de advogados. A partir daí, o objetivo dela passou a ser conquistar o jovem advogado Eduardo, casado e com dois filhos.

Repleta de ambições e expetativas, em meio às investidas, cada vez mais audaciosas, no Eduardo, Ivone começou a cooperar com o Estado Novo como informadora, relatando tudo o que se passava no escritório.


 Sinopse

O Autor

Rui Sobral de Campos nasceu em 1941 no Porto.

Licenciado em Medicina e em História, trabalhou em hospitais públicos e privados de 1970 a 2012.

Publicou três romances, entre os quais Em Nome de Meu Pai distinguido com o Prémio Fialho Almeida Ficção 2019 da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos.

Na sua obra literária, Sobral de Campos procura não deixar que o iníquo Estado Novo caia no esquecimento, visto que as novas gerações, sobretudo as nascidas pós 25 de Abril, têm legitimamente outras preocupações.

Outros temas que lhe interessam têm a ver com as desigualdades sociais que manietam Portugal, bem como a lenta subida do elevador social.
www.ruisobralcampos.com


Edição do Grupo Editorial Europa



 

ATÉ SEMPRE SR. DOUTOR

 




Helder Trindade

 

No momento em que o Serviço Nacional de Saúde está a ser fortemente questionado na sua sustentabilidade, este romance descreve a vida de um médico que um dia virou costas à profissão.

Da contracapa


O Autor

Helder Trindade, médico do Serviço Nacional de Saúde (SNS), tem dedicado a sua vida à área da transplantação.

O SNS e a sua carreira médica são realidades que se entrecruzam desde a primeira hora. Como médico, sempre acreditou e continua a acreditar no SNS, nos seus princípios e obrigações sociais.

Este é o seu segundo livro publicado.


Edição da Chiado Editora